Marketing de conteúdo para advogados é permitido pela OAB?

Prospecte clientes de forma ética: entenda o que é o marketing de conteúdo para advogados e como utilizá-lo na publicidade jurídica através da internet.
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1) Introdução

No artigo que escrevi sobre advogado poder fazer propaganda no Facebook ou no Instagram, comentei um pouco sobre o marketing de conteúdo nas redes sociais e vocês me pediram para falar mais sobre o tema.

Como o desejo de nossos leitores é uma ordem, cá estou eu trazendo um artigo completo sobre marketing de conteúdo para advogados!

Se você utiliza ou pretende utilizar as plataformas digitais para prospecção de clientes de forma orgânica e profissionalmente ética, tenho certeza de que esse artigo vai lhe ajudar demais nessa missão. 

Afinal, qual advogado não quer aprender mais sobre como conquistar clientes? 😂 

Mas antes de irmos ao conteúdo, tenho um convite para você que já acompanha o blog. No nosso Perfil de Instagram (@desmistificando) você pode ter acesso gratuito a dicas e informações práticas que produzimos em posts e lives. Para ter acesso, basta seguir e acompanhar a gente por lá.

2) O que é marketing de conteúdo?

Marketing de conteúdo é uma estratégia que busca produzir conteúdos inteligentes para o seu público-alvo e que traga soluções para as “dores” dessas pessoas, de modo que você se torne uma referência na área para quem lhe acompanha nas plataformas digitais ou que precisa de ajuda.

O objetivo é trazer informações interessantes e úteis, atraindo a atenção para seus serviços de forma orgânica (é o oposto do impulsionamento ou anúncio, que são modalidades de publicidade paga).

Ajudando seus amigos e seguidores, você irá conquistar a sua confiança e será reconhecido como autoridade por eles. Assim, quando precisarem de algo relacionado à sua área de atuação, você será o profissional a quem irão recorrer

3) O marketing de conteúdo é a melhor (e mais ética) publicidade online para advogados

Conforme expliquei no artigo sobre Como conseguir clientes na advocacia pela internet sem ofender a OAB, é perfeitamente possível que o advogado faça publicidade na internet de forma profissionalmente ética.

Para isso, a publicidade profissional do advogado deve apresentar caráter meramente informativo e primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.

Ao planejar a sua estratégia de marketing jurídico digital, jamais se esqueça de que as normas éticas do Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei n. 8.906/1994), do Provimento n. 94/2000 do Conselho Federal da OAB e do Código de Ética e Disciplina da OAB (Resolução n. 2/2015), precisam ser respeitadas.

Conforme será melhor abordado a seguir, o marketing de conteúdo para advogados se trata de uma oportunidade de iniciar uma relação com o cliente em potencial e aproveitar para se posicionar como uma referência perante o mercado. Tudo feito de forma ética e respeitando os parâmetros definidos pela OAB!

3.1) Advogados podem usar o marketing de conteúdo?

Como visto, a OAB permite a publicidade informativa, desde que seja utilizada com discrição e moderação

“Ok Alê, mas como faço esse tipo de publicidade?”. A resposta é simples: através do marketing de conteúdo jurídico na internet.

Portanto, fazer uso de sites, blogs ou até mesmo de redes sociais para compartilhar conteúdo informativo e de qualidade é algo permitido pela OAB

As únicas ressalvas que se fazem são que tal uso deve ser desprovido de mercantilização (é proibida a captação de clientela), incentivo ao litígio e engrandecimento do advogado (autopromoção).

Em uma Consulta sobre o tema, a OAB Nacional se manifestou no sentido de que seria possível a utilização do marketing de conteúdo pelos advogados, entendendo que tal estratégia, desde que respeitados os parâmetros éticos da OAB, seria inclusive salutar.

É claro que não foi utilizada a expressão “marketing de conteúdo”, até porque trata-se de um termo relativamente novo e nosso sistema jurídico como um todo é notoriamente moroso para lidar com novidades.

No entanto, a decisão que compartilho abaixo trata exatamente do que chamamos de marketing de conteúdo. Olha só:

Consulta 2010.27.06337-02/OEP. Origem: Processo Originário. Assunto: Consulta. Sítio eletrônico na internet. Abordagem de diversos assuntos jurídicos. Ofensa ao art. 32, caput, do Código de Ética e Disciplina c/c o art. 5º, § único, e 8º, b, do Provimento n. 94/2008. Consulente: Conselho Seccional da OAB/Pernambuco. Relator: Conselheiro Federal José Murilo Procópio de Carvalho (MG). Ementa n. 012/2011/OEP: A abordagem, em sítio eletrônico, de temas jurídicos diversos e de interesse geral, não caracteriza ofensa ao art. 32, caput, do Código de Ética e Disciplina da OAB, c/c os arts. 5º, § único, e 8º, ambos do Provimento n. 94/2008, sendo salutar, desde que o artigo não vise à mercantilização da advocacia e observe os limites impostos à publicidade, propaganda e informação, previstos nos diplomas legais da Ordem dos Advogados do Brasil. Acórdão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, decidem os membros integrantes do Órgão Especial do Conselho Pleno do Conselho Federal da OAB, por unanimidade, responder a consulta, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de outubro de 2010. Alberto de Paula Machado – Presidente. José Murilo Procópio de Carvalho – Conselheiro Federal Relator. (DOU. S1, 26/01/11, p. 86)

Observe que a OAB Nacional entende que a abordagem de temas jurídicos de interesse geral em sites de internet não é somente permitida, é também salutar.

Será que podemos concluir que a publicidade jurídica por meio de marketing de conteúdo seria incentivada pela OAB?

O que você acha, colega? Me conte nos comentários!

4) Por que usar marketing de conteúdo para advogados?

O marketing de conteúdo permite que você demonstre aos seus leitores, amigos ou seguidores, que realmente domina aquela área do direito em que atua. É uma forma simples e gratuita de atrair clientes de forma ética e se posicionar como autoridade no assunto!

Consumindo os conteúdos que você produz, sua audiência passará a ter confiança em contratar seus serviços e, principalmente, enxergá-lo como um profissional capaz de solucionar de forma efetiva os problemas jurídicos que enfrentarem. 

Assim, quando essas pessoas precisarem de algo relacionado à sua área de atuação, você será a pessoa a quem irão recorrer!

Percebeu a diferença? São os clientes que vão até você, e não você que vai até eles. Por isso o marketing de conteúdo é uma ferramenta incrível para nós advogados utilizarmos em nossas redes sociais!

Além disso, é muito gratificante quando você consegue realmente explicar o direito de uma pessoa pra ela! O povo brasileiro é muito carente de informação de forma geral e, em Direito, ainda mais.

Quando você publica conteúdos de qualidade na internet, além de ter o retorno em forma de fechamento de mais contratos, você fica com a consciência feliz de estar ajudando muitas outras pessoas.

5) Plataformas para compartilhar o conteúdo jurídico

Existem várias plataformas digitais, disponíveis em versões gratuitas ou pagas, para o compartilhamento de conteúdo jurídico.

Para escolher qual plataforma melhor se encaixa às suas necessidades, sugiro que primeiro defina o formato de conteúdo que pretende produzir: artigo, post, tweet, podcast, vídeo etc. Qual desses formatos você tem mais afinidade?

Dentro de suas possibilidades de produção, dê preferência àqueles formatos de conteúdos mais consumidos pelo seu público-alvo, assim você terá mais chances de que aquela mensagem efetivamente chegue no seu cliente em potencial.

Sei que a maioria dos advogados preferem escrever, mas conheço colegas que produzem conteúdos em vídeo e áudio excelentes. Portanto, não se acanhe, faça o teste e veja se consegue ir além do conteúdo escrito!

Após definir o formato do conteúdo, fica mais fácil escolher em quais plataformas digitais irá publicá-los.

O mais comum é que o advogado opte por começar publicando nas redes sociais (Instagram, Facebook, LinkedIn, Twitter, TikTok etc.) ou em blogs profissionais (do próprio advogado ou de terceiros). Também há quem publique em sites jurídicos, como o JusBrasil, Conjur, Migalhas, JOTA, Âmbito Jurídico, Justificando etc.

Além disso, existe a opção do advogado criar um canal no Youtube para o compartilhamento de vídeos ou criar podcasts (conteúdo em áudio) em plataformas de streaming (Spotify, Deezer etc.). 

Opção é o que não falta. Então se anime e se dedique a produzir conteúdos criativos e inteligentes para sua audiência!

6) Como produzir conteúdo de qualidade voltado para clientes da advocacia

Primeiramente, recomendo que dê preferência à conteúdos relacionados à sua área de atuação. A justificativa é simples: você falará sobre um assunto que tem mais afinidade, conhecimento e prática, o que torna a produção do conteúdo bem mais fácil!

Além do que, de que adianta abordar uma matéria com a qual você não atua? Tem que pensar no cliente que você quer atrair.

Se o foco é conseguir clientes na advocacia pela internet, faz muito mais sentido publicar um conteúdo voltado à área do direito em que você atua ou pretende atuar em prol desta clientela.

Em segundo lugar, recomendo que jamais cometa o erro de “postar só por postar”. 

Um marketing de conteúdo para advogados eficiente é aquele que envolve planejamento, estudo e preparação. Busque trazer informações de qualidade e que realmente terão relevância na vida da sua audiência!

Portanto, após definir o tema da publicação, pesquise o assunto em sites, vídeos, lives, artigos, doutrinas, jurisprudência, livros etc. 

Quem me conhece sabe o quão criteriosa sou com as informações que trago para os leitores do Desmistificando. 

Antes de escrever um artigo, eu pesquiso muito bem o tema, identifico as palavras-chaves, relaciono as fontes nas quais vou me embasar e organizo a estrutura do texto. Apenas depois disso é que começo a escrever!

Dá trabalho? Dá! Mas se meu compromisso é em entregar conteúdo inteligente para vocês e que traga resultados efetivos para meu projeto digital, todo o tempo investido vale a pena!

7) Top 4 dicas de marketing de conteúdo para advogados

7.1) Fique longe do juridiquês

Faz tempo que venho “batendo na mesma tecla”, mas faço isso porque a linguagem que o advogado usa em suas publicações é extremamente importante.

A menos que você vá escrever um artigo direcionado a outros advogados ou que será publicado em sites jurídicos, mantenha-se longe do juridiquês. Aliás, sou uma defensora de que mesmo que o conteúdo seja direcionado a colegas de profissão, você não precisa escrever difícil para ter sucesso (e o Desmistificando é a prova viva disso!).

Se o objetivo é conseguir clientes na advocacia pela internet, a quem deve ser direcionada sua comunicação? Pois é, aos clientes.

No entanto, a maioria dos advogados insistem em utilizar uma linguagem difícil e repleta de termos jurídicos. Sei que muitos fazem isso no automático ou até mesmo acreditando que “falar difícil” impressiona o cliente. 

Contudo, preciso dizer que o efeito é exatamente o oposto: se a pessoa não entendeu o que você disse, como ela irá compreender que aquele conteúdo publicado pode resolver exatamente o problema dela e tomar a decisão de lhe contratar?

Portanto, procure escrever e falar com uma linguagem simples, que facilite a compreensão do tema pelo cliente (quanto mais fácil e descomplicada a linguagem, melhor). 

Se a pessoa entender o assunto, tenha certeza de que passará a ter mais confiança em você e a acreditar que pode realmente ajudá-la a solucionar qualquer problema jurídico!

7.2) Frequência de publicação

Você possui uma meta mínima de publicações/postagens de conteúdo por semana, com dias e horários definidos previamente?

Independente de qual seja a plataforma digital que você utiliza, tenha em mente que manter a constância nas publicações é essencial!

Eu contei no artigo “10 coisas que aprendi com meu blog jurídico” o quanto isso é absolutamente essencial e salvou nosso blog quando estávamos pensando em desistir…

Portanto, primeiro defina uma frequência de postagens/publicações que seja possível de você executar, de acordo com a rotina e o tempo que tem disponível para isso. 

Nem todos temos o mesmo tempo para nos dedicar às publicações (e está tudo bem!), por isso recomendo que trace uma meta mínima que seja viável de você cumprir

Não precisa postar conteúdos todos os dias, mas você com certeza precisa manter a frequência com a qual se comprometeu a postar. Saiba que não existe uma frequência de postagem ideal, o que existe é aquela que se adequa à sua realidade e ao tipo de conteúdo produzido.

7.3) Calendário de Publicações

Após definir a frequência de publicações, crie um calendário de conteúdo especificando quais temas serão abordados ao longo da semana ou do mês.

Lembra quando comentei que organização é super importante para os advogados que fazem marketing de conteúdo na internet? Pois é, o calendário é uma ferramenta excelente para auxiliar na árdua tarefa de produzir conteúdo e manter a frequência com a qual se comprometeu a publicar. 

Esse calendário pode ser desenvolvido na sua própria agenda de trabalho, na agenda do Google (que fica no celular ou computador), em uma planilha no excel, em plataformas de organização de tarefas (como o Trello, por exemplo) ou mesmo em uma simples folha de papel

O formato não importa, e sim a organização que isso vai proporcionar!

Além disso, vou deixar algumas sugestões de itens que você pode constar no seu calendário de publicações:

  • Dias e horários para publicar;
  • Tema do conteúdo;
  • Palavras-chaves;
  • Fontes de pesquisa;
  • Estrutura do texto (pauta);
  • Imagem a ser publicada;
  • Hashtags etc.

Com tudo isso pensado e organizado previamente, as chances de você sofrer o famoso “bloqueio criativo” ou sentir aquela leve (ou não tão leve assim… rsrs) vontade de procrastinar na hora de produzir o conteúdo, são bem menores!

7.4) Advogado também precisa saber SEO

SEO é a sigla em inglês para Search Engine Optimization, cuja tradução seria Otimização para Mecanismos de Busca.

É um conjunto de técnicas, métodos e / ou estudos que visam melhorar o posicionamento de suas páginas nos mecanismos de busca (como o Google, Yahoo, Bing etc.).

O marketing de conteúdo, combinado com uma boa estratégia de SEO, faz com que o cliente chegue até o advogado, através de pesquisas no Google.

Ou seja, quando um usuário digita no mecanismo de busca uma palavra-chave, o objetivo do SEO é fazer com que uma (ou várias) das páginas do seu website, apareça entre os primeiros resultados da busca orgânica.

Como contei para vocês no meu artigo 10 coisas que aprendi com meu blog jurídico (vale a pena a leitura!), eu mesma utilizo as técnicas de SEO em minhas publicações. São através delas que identifico as palavras-chave e descubro como “adivinhar” o que as pessoas queriam ler.

Isso faz com que as páginas fiquem bem posicionadas no Google, o que traz muitos leitores para os meus artigos!

8) Conclusão

No artigo de hoje, busquei trazer conceitos básicos de marketing de conteúdo para advogados. 

Essa é uma ferramenta muito interessante e que, se usada de forma estratégica e inteligente, garante uma prospecção de clientes efetiva e ética através das plataformas digitais.

Sei que o assunto é extenso e que seria difícil esgotar o tema em um só artigo, então deixem nos comentários se tiverem alguma dúvida ou sugestão de tema para os próximos, ok? 😉

O que você achou do artigo? No nosso Perfil de Instagram (@desmistificando) você pode acompanhar outros conteúdos gratuito que levo em formatos de lives e posts. Acesse a nossa página e acompanhe tudo o que produzimos por lá também.

9) Fontes

BRASIL. Lei n. 8.906, de 4 de julho de 1994. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 5 de julho de 1994. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8906.htm>. Acesso em: 15/07/2020.

____________. Provimento n. 94, de 5 de setembro de 2000. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 12 de outubro de 2000. Disponível em: < https://www.oab.org.br/leisnormas/legislacao/provimentos/94-2000>. Acesso em: 15/07/2020.

____________. Resolução n. 02, de 19 de outubro de 2015. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 de outubro de 2015. Disponível em: < https://www.oab.org.br/arquivos/resolucao-n-022015-ced-2030601765.pdf>. Acesso em: 15/07/2020.

MORALES, Camila. Marketing de Conteúdo para advogados: a importância da produção intelectual na advocacia. Resultados Digitais, 2018. Disponível em: <https://resultadosdigitais.com.br/blog/marketing-de-conteudo-para-advogados/>. Acesso em: 22/07/2020.

STRAZZI, Alessandra. Como conseguir clientes na advocacia pela internet sem ofender a OAB. Desmistificando o direito, 2020. Disponível em: <https://www.desmistificando.com.br/manutencao-qualidade-de-segurado-periodo-de-graca/>. Acesso em: 22/07/2020.

STRAZZI, Alessandra. Advogado pode fazer propaganda no Facebook ou Instagram?. Desmistificando o direito, 2020. Disponível em: <https://www.desmistificando.com.br/advogado-pode-propaganda-facebook/>. Acesso em: 22/07/2020.

STRAZZI, Alessandra. 10 coisas que aprendi com meu blog jurídico. Desmistificando o direito, 2020. Disponível em: <https://www.desmistificando.com.br/aniversario-desmistificando/>. Acesso em: 22/07/202.

3 comentários
  1. Dra Alessandra, como sempre um artigo perfeito para o momento! Estou super animada em ingressar na era digital, pois tenho 51 anos e ha 5 anos advogo, e ainda estou me familiarizando com tantas ferramentas de marketing. Quanto a decisao da oab, acredito sim que é de suma importância a OAB apoiar a publicidade de forma ética, pois os tempos são outros e nos advogados precisamos nos moderniza ou ficaremos pra tras.
    Obrigada por disponibilizar sempre tão bons conteúdos! Eu tbm pretendo informar meus clientes, colegas e os que ainda estão cursando faculdade, pois tbm merecem todo nosso apoio e respeito. Me inspiro muito nos seus artigos.Gratidão! saude!Fique com Deus!

  2. Dra Alessandra, a Sra acredita que uma postagem falando de férias em linguagem simples por exemplo “.você sabia que é o empregador que….. mas ele tem uma data limite …. isso seria um exemplo de divulgação útil, em linguagem simples e o início que causa curiosidade “você sabia” estaria dentro da proposta de um marketing orgânico e informativo sem ferir preceitos éticos?

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