Site de Advogado: o que fazer e o que NÃO fazer

Tudo que você precisa saber antes de criar seu site para advogado: o que é permitido ou não pela OAB e como funciona a parte técnica de desenvolvimento de site.
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Como criar um site para advogado dentro das normas da OAB

1) Introdução

Depois que escrevi o artigo sobre 10 coisas que aprendi com meu blog jurídico e compartilhei com vocês os erros e acertos que tivemos durante esta desafiadora jornada, muitos leitores me enviaram mensagens relatando as diversas dúvidas e inseguranças que tinham em relação a criar um site de advogado.

Como as perguntas de vocês são nosso maior guia na escolha dos temas dos conteúdos que iremos publicar, decidi escrever um artigo completo sobre site para advogados, abordando tanto os aspectos técnicos (relativos à estrutura do site), como os aspectos éticos (normas da OAB relativas à publicidade profissional).

Sim, você finalmente vai entender o passo-a-passo para criar um site jurídico e como fazer isso respeitando as restrições impostas pela OAB

Ou seja, mais um artigo super prático e que vai lhe ajudar a aprimorar sua vida advocatícia desde já!

Antes de irmos ao conteúdo, tenho um convite para você que já acompanha o blog. No nosso Perfil de Instagram (@desmistificando) você pode ter acesso gratuito a dicas e informações práticas que produzimos em posts e lives. Para ter acesso, basta seguir e acompanhar a gente por lá.

2) A importância em ter um site para advogados

Se ainda não está convencido da importância de manter um site para seu escritório de advocacia, vou apresentar alguns argumentos para lhe ajudar a entender melhor como isso pode impactar positivamente na percepção que seus clientes e até mesmo colaboradores possuem em relação à sua atuação profissional. 

Ao criar um site, o advogado tem a oportunidade de construir uma imagem profissional sólida e antenada com as novas tendências digitais

Mostrar aos clientes, atuais ou em potencial, que seu escritório também possui presença digital (tão comentada e valorizada nos dias atuais), faz com que, mesmo que inconscientemente, eles entendam que você é um advogado extremamente moderno e capaz de aplicar o que há de mais atualizado nas causas em que atua. 

Ou seja, a manutenção e a  prospecção de clientes novos aumenta consideravelmente. 

Além disso, desenvolvendo seu marketing de conteúdo através das publicações no site, você tem a oportunidade de demonstrar que possui um alto grau de conhecimento sobre a área do direito em que advogada e, com isso, construir sua autoridade perante clientes e também advogados parceiros.

Sei que muitos podem pensar: “Ok Ale, mas eu também consigo fazer isso através das redes sociais e de blogs, por exemplo”. No entanto, lamento dizer que para construir sua presença digital e desenvolver sua autoridade de forma integral, necessariamente você terá que ter um site

Pense em redes sociais, blog, podcast, canal no Youtube, site etc., como peças de um grande quebra-cabeça chamado estratégia digital. Cada uma dessas “partes” possui seu papel na construção da publicidade do advogado, desempenhando diferentes funções nas etapas que percorremos até transformarmos aquele cliente potencial em um cliente efetivo.

As redes sociais são úteis para atrair e se relacionar com seu público, mostrando seu lado mais humano e compartilhando sua rotina profissional. O conteúdo publicado deve ser direcionado a um consumo rápido e logo deixa de aparecer para as pessoas (ficarão em destaque apenas as publicações mais recentes ou mais interativas). 

O blog é uma espécie de “revista virtual”, muito dinâmico e cujo conteúdo informativo normalmente é direcionado a guias, dicas, infográficos, artigos etc. No blog, o mais indicado é manter uma frequência contínua de publicações, para fidelizar os visitantes. 

Já o site é a parte mais sólida da estratégia digital, contendo informações essenciais sobre o escritório de advocacia e que possuem um caráter mais permanente (como informações institucionais, dados de contato, áreas de atuação, quadro de sócios entre outras). 

Normalmente, os visitantes das redes sociais e do blog convergem para o site, justamente em razão desse caráter mais institucional. É a etapa final, em que o cliente em potencial checa as informações e se decide por entrar em contato com o advogado.

Acredite, principalmente se o cliente não reside na mesma cidade em que você possui escritório físico ou não chegou em você através de indicações, um site jurídico bem estruturado faz total diferença na percepção de credibilidade e de confiança que você irá transmitir!

Ademais, é importante esclarecer que no site também pode haver uma sessão dedicada à publicação de artigos, funcionando como uma espécie de blog dentro do próprio site

Ou seja, tendo um site, é possível trazer informações mais ligadas ao lado “institucional” do escritório (característica tradicional dos sites) e ainda contar com uma área que cumprirá a função de um blog. Muito prático, né?

Caso você já tenha um site, mas esteja enfrentando dificuldades em obter mais acessos, recomendo que leia o artigo que escrevi recentemente sobre como aumentar o seu tráfego sem desrespeitar as normas da OAB. Está super completo e tenho certeza de que irá lhe ajudar!

3) Site para advogado: contexto ético e normas da OAB

A OAB permite que o advogado ou escritório de advocacia tenha um site, desde que seu conteúdo seja desprovido de mercantilização da profissão (é proibida a captação de clientela), incentivo ao litígio,  engrandecimento do advogado (autopromoção) e respeite o sigilo profissional. 

Mas antes de explicar os aspectos técnicos (relativos à estrutura do site), é necessário abordar os aspectos éticos, ou seja, o que prevêem as normas da OAB no que tange à publicidade profissional e, especificamente, ao site do advogado ou do escritório de advocacia.

Essas normas estão previstas no Estatuto da Advocacia e da OAB (arts. 31 e seguintes), Provimento n. 94/2000 do Conselho Federal da OAB (inteiro) e o Código de Ética e Disciplina da OAB (art. 5º; art. 39 e seguintes). 

Além disso, sempre recomendo que o advogado confira as decisões do TED do Estado em que advoga, pois nem sempre existe um consenso sobre determinados temas em todo território nacional.

3.1) Quais informações posso colocar em um site de advogado?

Como o site é uma forma de publicidade advocatícia, aplicam-se as regras da OAB concernentes à publicidade profissional.

O art. 44 do Código de Ética e Disciplina prevê o que pode constar nesta publicidade. Como gosto de facilitar a vida dos nossos leitores, vou elencar em tópicos o que é permitido constar:

  • Nome do advogado ou da sociedade de advogados;
  • Número ou números de inscrição na OAB;
  • Títulos acadêmicos do advogado e as distinções honoríficas relacionadas à vida profissional (é vedada a menção a qualquer emprego, cargo ou função ocupado, atual ou pretérito, em qualquer órgão ou instituição, salvo o de professor universitário);
  • Instituições jurídicas das quais o advogado faça parte;
  • Especialidades em que atua;
  • Endereço;
  • E-mail;
  • Site;
  • Página eletrônica;
  • QR code;
  • Logotipo;
  • Fotografia do escritório;
  • Horário de atendimento; e
  • Idiomas em que o cliente poderá ser atendido.

Uma dica que dou é que você também adicione ao site o seu cartão de visita digital. Assim, as informações ficam de fácil acesso aos clientes e ajuda a divulgar ainda mais seus serviços.

3.2) Site de advogado: o que NÃO fazer

Complementando, o art. 4º do Provimento n. 94/2000 traz o que NÃO é permitido fazer na publicidade advocatícia:

“a. menção a clientes ou a assuntos profissionais e a demandas sob seu patrocínio;

b. referência, direta ou indireta, a qualquer cargo, função pública ou relação de emprego e patrocínio que tenha exercido;

c. emprego de orações ou expressões persuasivas, de auto-engrandecimento ou de comparação;

d. divulgação de valores dos serviços, sua gratuidade ou forma de pagamento;

e. oferta de serviços em relação a casos concretos e qualquer convocação para postulação de interesses nas vias judiciais ou administrativas;

f. veiculação do exercício da advocacia em conjunto com outra atividade;

g. informações sobre as dimensões, qualidades ou estrutura do escritório;

h. informações errôneas ou enganosas;

i. promessa de resultados ou indução do resultado com dispensa de pagamento de honorários;

j. menção a título acadêmico não reconhecido;

k. emprego de fotografias e ilustrações, marcas ou símbolos incompatíveis com a sobriedade da advocacia;

l. utilização de meios promocionais típicos de atividade mercantil”.

Portanto, na hora de adicionar informações e produzir conteúdo para seu site de advogado, tenha em mente o que pode e o que não pode ser feito. Jamais adicione itens ou informações que são proibidas pela OAB (vamos evitar dores de cabeça relacionadas a isso, né?).

4) Site para advogado: contexto técnico e estrutura

Agora que você já sabe o que a OAB permite ou não em um site para advogado, está na hora de aprender o contexto técnico referente à estrutura deste site.

Ressalto que as informações que irei compartilhar são apenas uma sugestão, baseada principalmente em minha experiência pessoal construída no decorrer de todos esses anos trabalhando com internet. 

Tenha em mente que cada advogado ou escritório de advocacia possui necessidades específicas, assim como recursos disponíveis para investir em um site jurídico. Portanto, recomendo que leia o artigo e depois reflita sobre o que melhor se encaixa à sua realidade profissional.

E se você tiver outras ideias, sugestões e dicas, compartilhe comigo nos comentários. É sempre legal conhecer ferramentas novas e aprender um pouco mais sobre o universo digital! 😉

4.1) Contratar alguém ou fazer sozinho?

Sim, é possível criar um site do zero sozinho. No entanto, isso irá lhe exigir tempo e disposição para aprender pelo menos alguns conceitos básicos sobre as funcionalidades do site e as ferramentas que podem ser utilizadas para o desenvolvimento da página eletrônica.

Se sua vida está corrida ou mesmo acredita que não dará conta de aprender tudo o que precisa para criar um site de advogado, sugiro que contrate um profissional especializado nisso. Atualmente, existem diversas opções no mercado, desde agências de publicidade (online ou físicas), programadores autônomos ou até mesmo trabalhadores freelancers (existem vários cadastrados em plataformas como o Workana e 99Freelas).

Porém, ao contratar um serviço de desenvolvimento de site, normalmente o profissional cobra um valor mensal para sua manutenção e atualização. Além disso, se optar por ter uma sessão do site em que publicará artigos periodicamente (como em um blog), será necessário que aprenda a disponibilizar os textos na página ou então que pague alguém para fazer isso por você.

Ou seja, tenha em mente que os custos de um site geralmente não se restringem ao seu desenvolvimento (criação), envolvendo também os gastos de manutenção.

4.2) Passo 1) Registro e domínio do site

Domínio é o endereço em que seu site ficará registrado, ou seja, aquilo que as pessoas irão digitar para acessá-lo. Por exemplo, o domínio do Desmistificando o Direito é https://www.desmistificando.com.br/

opções de plataformas gratuitas no mercado, como o “blogspot.com.br” ou “wordpress.com”, que possuem muitos templates prontos e fáceis de editar. Porém, recomendo que invista em uma plataforma paga, pois ao cadastrar seu site em plataformas gratuitas, você está transferindo a autoridade dele para elas. 

Registrar um domínio não é caro (normalmente gira em torno de R$ 40,00 por ANO) e é muito mais profissional do que usar domínios gratuitos. 

Para meu primeiro domínio, utilizei o site Registro.br e é ele que indico para meus leitores. Porém, existem outros sites, como o Hostinger e o HostGator. Inclusive, a maioria dessas versões pagas já oferece o serviço de hospedagem incluso (sim, além do domínio, será necessário contratar a hospedagem, conforme explicarei no próximo tópico).

4.3) Passo 2) Hospedagem e Plataforma de Construção

Se o domínio é a informação de endereço, a hospedagem é o local da internet em que seu site ficará armazenado. Se você paga pelo domínio, mas não contrata a hospedagem, o site continuará sendo seu, mas não aparecerá para ninguém que pesquisar pelo endereço eletrônico (é a famosa “página não encontrada”).

Normalmente, a mesma empresa que oferece o domínio, também disponibiliza a hospedagem, o que torna o investimento mais barato. Porém, nada impede que você contrate os serviços separadamente.

No meu caso, comecei utilizando a hospedagem do Hostgator. Com o tempo, o número de acessos foi aumentando e eu precisei contratar uma alternativa mais profissional. Mas, para quem está começando, é excelente. 

Já a plataforma de construção que eu recomendo é o WordPress.org. É possível instalar o wordpress no seu site com o Hostgator facilmente. Outra solução de construção bem famosa é o Wix.

4.3.1) Templates e Layouts

Decidido o domínio e a hospedagem, é hora de pensar nos templates e nos layouts, que correspondem à estrutura propriamente dita do site (uma espécie de “esqueleto”), que também irá compor seu design e sua estética.

Importante dizer que os templates e layouts normalmente variam de acordo com a plataforma de construção. Portanto, ao escolher a plataforma, analise qual delas disponibiliza melhores opções de customização.

Além disso, você deve priorizar os chamados layouts responsivos, ou seja, que permitem que seu site seja visualizado tanto em computadores, quanto em dispositivos móveis (como celulares, tablets etc.).

Pode até parecer besteira, mas a probabilidade de um visitante que acessa a plataforma pelo celular continuar navegando em um site que não possui a versão mobile é bem reduzida. 

4.3.2) Artes e Imagens

Além dos templates e layouts, é preciso também “caprichar” nas imagens e vídeos que serão disponibilizados em seu site. 

Hoje em dia existem plataformas que disponibilizam disponíveis na versão gratuita ou paga, que oferecem um vasto banco de imagens (como o Canva e o Pexels, por exemplo). A vantagem é que eles respeitam os direitos autorais, então você não corre o risco de postar uma foto cuja publicação não foi autorizada. 

Acredito que as artes e as imagens que serão utilizadas no site do advogado representam uma poderosa ferramenta de desenvolvimento do branding jurídico, contribuindo para reforçar ainda mais a imagem que o advogado quer passar para a sociedade em geral!

4.4) Passo 3) Páginas e menu do site

Em razão da OAB proibir a mercantilização da profissão, é necessário que o site de advogado apresente um caráter institucional e, de preferência, disponibilize conteúdos informativos que agreguem valor

A seguir, vou abordar resumidamente algumas das sessões mais tradicionais de um site jurídico. 

4.4.1) Home

É a página inicial do site, aquela em que o cliente terá seu primeiro contato com o advogado ou com o escritório de advocacia. Por isso, ela deve ser muito bonita, intuitiva e fácil de navegar

Nesta página, recomendo que você coloque o menu do site (que é uma barrinha na parte de cima do site com links para as páginas principais (as que abordarei neste tópico: escritório, profissionais, áreas de atuação, contato, localização e blog).

Também recomendo colocar um vídeo institucional ou alguma espécie de apresentação do escritório, bem como os principais artigos do blog em destaque.

4.4.2) Escritório

Nessa aba, é interessante abordar a história do escritório de advocacia e de seus fundadores. Também é possível trazer conceitos relacionados à sua visão, missão e valores.

Isso ajuda o visitante a entender a estrutura por trás daquele escritório, seja em relação à hierarquia ou espaço físico.    

4.4.3) Profissionais

Conte quem são os advogados que compõem sua equipe, informando o nome e o número de registro na OAB, além de uma breve descrição da trajetória acadêmica e profissional. Se quiser, também pode acrescentar aquelas informações que citei no tópico 3.1.

Apresentar um time de profissionais bem estruturado com certeza faz a diferença na percepção de confiança que o cliente terá em relação ao seu escritório! 

4.4.4) Áreas de atuação

Deixe bem claro as áreas do direito em que seu escritório atua e, se necessário, quais advogados trabalham em cada uma delas.

Ademais, não se limite à apenas citar a área viu? Faça uma descrição, mesmo que breve, sobre o que consiste cada área, utilizando sempre uma linguagem fácil e compreensível mesmo para leigos (evite o juridiquês excessivo). 

4.4.5) Contato

Informe todas as informações de contato permitidas pela OAB, como endereço do escritório físico, telefone, WhatsApp, email etc. 

Também é interessante mencionar as plataformas digitais que o escritório se faz presente, como redes sociais, canal no Youtube, Podcasts etc. Assim, você divulga todas as formas de contato físico ou digitais, permitindo que o cliente conheça e se envolva cada vez mais com o trabalho desenvolvido por sua equipe!

Aqui também é importante colocar uma caixa de contato, na qual o cliente pode enviar um email para o escritório automaticamente.

4.4.6) Localização

Se quiser deixar seu site bem completo, procure também trazer um mapa com a localização do seu escritório físico

Inclusive, existe a possibilidade de adicionar a localização do escritório por GPS. Desse modo, quando o visitante clicar no ícone, o sistema de GPS do celular já abre automaticamente a rota até o seu endereço.

4.4.7) Blog

Como expliquei anteriormente, no site também pode haver uma sessão dedicada à publicação de artigos, funcionando como uma espécie de blog dentro do próprio site

Assim, você poderá compartilhar conteúdos informativos e que sejam capazes de gerar cada vez mais autoridade perante seus atuais e potenciais clientes.

4.4.8) Área do cliente

Existem programas de sites que permitem desenvolver uma área do cliente privativa, em que lhe será disponibilizado um login e, ao acessar, será possível encontrar todas as informações relacionadas ao seu processo, como dados de tramitação, recados da equipe do escritório etc. 

Sei que isso não é tão comum, mas acho muito legal os escritórios que oferecem essa possibilidade ao cliente. Além de deixar o procedimento muito mais transparente, com certeza agrega valor aos serviços desenvolvidos por aquele escritório! 

4.5) Passo 4) Google Analytics

Se quer obter resultados efetivos através da publicidade de seu site jurídico, saiba que depois de “colocá-lo no ar” o trabalho não termina, pelo contrário, é aí que o trabalho começa… 

Com seu site ativo, é extremamente importante que analise estrategicamente aquilo que está dando certo e o que ainda pode ser melhorado. Empreendedores de sucesso fazem assim: comparam dados constantemente e se dispõem a sempre buscar crescimento no mercado!

Para facilitar sua vida, existe o Google Analytics, uma ferramenta gratuita que permite obter mais informações sobre o perfil dos visitantes do seu site (idade, sexo, região, palavras-chaves que utilizou nos mecanismos de busca etc.) e como chegaram até ali (se através de um link disponibilizado nas redes sociais, ou através do Google, por exemplo).

Entendendo o perfil e o comportamento dos visitantes, você acaba obtendo informações sobre seu público alvo e, com isso, consegue direcionar melhor sua estratégia digital para atrair cada vez mais clientes interessados em seus serviços.

Por exemplo: se percebeu que a maioria dos visitantes chega através do Google, pode ser um indicativo de que seu SEO (conjunto de técnicas que visam melhorar o posicionamento do site nos mecanismos de busca) está bem desenvolvido. Por outro lado, ao notar que poucas pessoas encontram seu site através das redes sociais, provavelmente será necessário investir um pouco mais na divulgação de seu trabalho por lá. 

5) Questões a serem consideradas

A seguir, trouxe algumas questões relacionadas à publicidade jurídica digital e que podem auxiliá-los a desenvolver sua estratégia digital de forma inteligente!

5.1) SEO e Marketing de Conteúdo

Além de publicar um conteúdo relevante em seu site de advogado e que realmente esteja direcionado a sanar as “dores” de seu público alvo, sugiro que você também invista em estudar e aplicar as técnicas de SEO nos seus textos. 

Caso você não conheça, SEO é a sigla em inglês para Search Engine Optimization, cuja tradução seria Otimização para Mecanismos de Busca.

É um conjunto de técnicas, métodos e / ou estudos que visam melhorar o posicionamento de suas páginas nos mecanismos de busca (como o Google, Yahoo, Bing etc.).

O marketing de conteúdo, combinado com uma boa estratégia de SEO, faz com que o cliente chegue até o site do advogado, através de pesquisas no Google.

Ou seja, quando um usuário digita no mecanismo de busca uma palavra-chave, o objetivo do SEO é fazer com que uma (ou várias) das páginas do seu site jurídico, apareça entre os primeiros resultados da busca orgânica.

Como contei para vocês no meu artigo 10 coisas que aprendi com meu blog jurídico (vale a pena a leitura!), eu mesma utilizo as técnicas de SEO em minhas publicações. São através delas que identifico as palavras-chave e descubro como “adivinhar” o que as pessoas queriam ler.

Isso faz com que as páginas fiquem bem posicionadas no Google, o que traz muitos leitores para os meus artigos!

5.2) Branding

Em síntese, o branding jurídico consiste em um processo de construção e gestão de marca do advogado ou do escritório de advocacia, que permitirá a diferenciação do profissional no mercado (que, diga-se de passagem, está cada vez mais concorrido).

Agregando valor à marca, agrega-se valor ao negócio, de modo que a prospecção de clientes acaba se tornando uma consequência natural desse processo

Afinal, se o cliente se conecta com o profissional e percebe o diferencial de seus serviços, o processo de “convencimento” na etapa de contratação acaba sendo muito mais fácil, visto que o cliente já entra em contato o profissional ciente da sua reputação e notoriedade.

Como mencionei anteriormente, um site representa uma oportunidade excelente de desenvolvimento do seu branding jurídico. Pense nele como uma forma de fortalecer ainda mais a sua marca

5.3) Email Marketing

Email marketing é uma estratégia de marketing digital que consiste no envio de emails para pessoas que compõem um determinado público, sendo que estes emails podem ser provenientes de uma base de dados de clientes ou de pessoas que não necessariamente consumiram seu produto ou serviço.

Inclusive, a newsletter é uma das espécies do gênero email marketing, que se distingue principalmente pelo envio do email para um grupo determinado de pessoas que anuíram previamente com o recebimento da comunicação. 

Através desses emails, é possível que você divulgue seu site ou os conteúdos publicados nele, de modo que o cliente acesse o endereço eletrônico através desse link fornecido. 

A OAB permite que o advogado ou o escritório de advocacia utilize o email marketing como uma estratégia de publicidade profissional, desde que respeite os parâmetros éticos do órgão.

Você pode colocar no seu site um campo para o visitante inserir seu email assinar a sua newsletter. Recomendo que você utilize a estratégia “double opt in“. Com ela, você vai garantir duas coisas:

  • Que o endereço eletrônico da pessoa realmente é real e funciona, de forma que você não fique enviando emails para um endereço inexistente ou errado;
  • Que a pessoa realmente quer receber seu conteúdo, o que garante que ela demonstrou interesse prévio, que é exigência ética da OAB.

5.4) Redes Sociais

O advogado pode sim ter páginas ou perfis de caráter profissional nas redes sociais

Por mais que não exista uma norma mencionando explicitamente a autorização, a interpretação que se extrai da leitura conjunta do Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei n. 8.906/1994), do Provimento n. 94/2000 do Conselho Federal da OAB e do Código de Ética e Disciplina da OAB (Resolução n. 2/2015), é no sentido de que não há óbice para que o advogado se utilize das redes sociais com objetivo profissional.

Inclusive, é esse o entendimento adotado pelos TEDs (Tribunais de Ética e Disciplina) em suas decisões sobre o tema.

Utilize suas redes sociais para divulgar seu site de advogado, assim como não deixe de constar em seu site todos os links das suas redes sociais. Como mencionei lá no início, uma coisa não substitui a outra, elas apenas se complementam.

Portanto, faça com que sua presença digital trabalhe por si mesma, de modo que uma plataforma gere tráfego para a outra!

6) Conclusão

No artigo de hoje, tentei elencar tudo o que você precisa saber para desenvolver o seu site de advogado.

Sei que, principalmente em relação ao contexto técnico, as informações são bastante complexas e podem gerar certa insegurança aos colegas. Afinal, entendemos de Direito e não de programação, né? Hahaha

Porém, espero que ao menos utilizem o conhecimento desse artigo como um incentivo para se aprofundarem no assunto e finalmente tirarem do papel a ideia de ter um site de advogado!

Caso tenha qualquer dúvida ou queira dividir suas experiências, já sabe, né? É só compartilhar comigo nos comentários! 😉

Gostou do artigo? Então tenho um convite para você que já acompanha o blog. No nosso Perfil de Instagram (@desmistificando) você pode ter acesso gratuito a dicas e informações práticas que produzimos em posts e lives. Para ter acesso, basta seguir e acompanhar a gente por lá.

7) Fontes

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____________. Resolução n. 02, de 19 de outubro de 2015. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 de outubro de 2015. Disponível em: < https://www.oab.org.br/arquivos/resolucao-n-022015-ced-2030601765.pdf>. Acesso em: 11/09/2020.

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omentário
  1. Tenho acompanhado suas publicações pelo email e instagram. Este artigo contém dicas preciosas. Eu pensava em articular um site e o artigo me ajudou muito. Grande abraço

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